terça-feira, 28 de maio de 2013

A educação tem de ser um processo contínuo

O poder dos pequeninos

Nenhum psicólogo pode resolver problemas que apenas têm a ver com falta de regras e deficiente educação
Quem trabalha com crianças sabe imediatamente do que estou a falar porque diariamente assiste a situações destas. Em algumas famílias o poder está nas mãos das criancinhas e os pais parecem encolher os ombros numa atitude de completa impotência. Vemos que, desde tenra idade, os pequenos põem e dispõem a seu belo prazer. Não é incomum ouvir-se que os pais de que não podem dar a medicação prescrita pelo médico porque a criança não quer, ou porque faz uma birra que o impede.
As queixas dos pais são do mais variado que há. Existem aqueles que não conseguem que os filhos durmam no seu próprio quarto, os outros que se vêem obrigados a comer constantemente fastfood, etc, etc. Em desespero de causa recorrem aos psicólogos.
Move-os a esperança de que o técnico lhe dê uma poção mágica que resolva de imediato a situação ou que, em alternativa, lhes diga que o filho sofre de uma maleita qualquer que justifique o seu comportamento.

Hiperativos … ou mal educados ? …

O que mais está na moda é acharem que as crianças são todas hiperativas! Ao colocar-se esse rótulo, desculpabilizam-se os pais que podem então encolher ainda mais os ombros, ao mesmo tempo que lamentam a má sorte que os levou a gerarem um filho com um problema deste tipo.
O azar (ou sorte) é que o Transtorno de Défict de Atenção e Hiperatividade não é tão comum como se pensa e o diagnóstico obedece a critérios muito precisos. Assim, o que acontece com frequência é que o comportamento das crianças não se deve a nenhuma patologia mental, mas sim à falta de regras que depois resvala em atitudes de má educação.
Obviamente que, se comportam pior quando estão na presença dos pais, o que conduz a situações muito incomodas. Gritam, esperneiam, dizem palavrões, mexem em tudo, dão pontapés nas portas...Os pais tentam em vão travá-los por todos os meios mas, claro está que é tarde, já que a educação de base é dada em casa.
Os pequenos teimam em não obedecer (até porque não estão habituados a isso) e seguem-se as tradicionais palmadas e os habituais choros e gritos estridentes. Muitos pais, ao serem confrontados referem que as suas atividades profissionais os impedem de estar com os filhos e que, por isso mesmo, não querem manchar o convívio com repreensões e castigos.
Chegam a colocar a responsabilidade nos avós porque são eles que estão mais tempo com os netos e que, por isso mesmo, lhes deveriam ditar regras de conduta. É, de facto, uma nova maneira de viver a parentalidade, já que parece haver uma tendência para a desresponsabilização.
O tradicional papel de pai como figura de autoridade que as crianças se habituavam a respeitar, deu lugar ao pai-amigo que evita desempenhar o papel de “mau da fita” e, por isso mesmo, coloca a responsabilidade da educação dos filhos ou na escola, ou nos avós. Quando nem um nem outro funciona, assume-se que a criança tem um problema do foro mental e então há que procurar o psicólogo.
Detectado o foco da questão, quando confrontados, os pais adotam um de dois tipos de atitude, ou se sentem altamente culpados e decidem esforçar-se por mudar, ou então negam a realidade, assumem que o psicólogo não está a ser eficiente e procuram outro técnico. Tudo isto é grave se pensarmos que são estas crianças que foram as novas gerações. Espera-nos então uma sociedade em que os adultos não têm regras e são incapazes de resistir a frustrações ?

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Dicas para identificar se a criança está ( ou não ) caminhando para uma boa alfabetização



via Todos Aprendem — com Filomena Aparecida.

Brincando e aprendendo

Atenção, concentração, percepção!!!

Esta atividade exercita a atenção, concentração, percepção visual.
Você vai precisar:
- Dois tabuleiros com cinco colunas e cinco linhas (veja imagem);
- formas geométricas.
Procedimento:
Espalhe algumas formas geométricas em um dos tabuleiros. Peça para a criança observar atentamente este tabuleiro. Após, cubra-o e diga para a criança posicionar corretamente as formas geométricas no outro tabuleiro, ou seja, de acordo com o que lembra.

Depois e só conferir os acertos.
Observação: Evite utilizar as cores verde com vermelho e verde com azul (como eu fiz) se você tiver alunos daltônicos







Fonte: www.psicosol.com

Brincadeiras

transforme uma caixa de papelão em uma cidade em torno do trilho do trem! Esta brincadeira é perfeita para uma tarde fria e chuvosa e incentiva a criatividade e o jogo imaginativo. Vamos brincar?



Separados de pompons coloridos:


Para a coordenação motora:

Faça um arco-íris com bolinhas de algodão colorida ou (pom pons) ótima sequencia de cores e separação delas

Coordenação Motora 
Alinhavo com Fitas, ou Atar Nós, ou fazer Laços em caixa de Pizza
 Coordenação Motora Fina

O ATO DE ESCREVER A MÃO É UM EXERCÍCIO PARA O CÉREBRO

A tecnologia está cada vez mais presente em nosso cotidiano. A maioria de nossos textos são produzidos via teclado, isso é bom ou é ruim? No Brasil já existem escolas que disponibilizam laptops aos alunos; mas, de acordo com a neurocientista Karin Harman...

Na metade do ano de 2011 alguns jornais anunciavam o fim da escrita cursiva na maioria das escolas dos EUA. Entretanto no início deste ano (2012) a neurocientista Karin James Harman(foto) apresentou um projeto no sentido de conscientização de qual o papel da escrita no processo de aprendizagem.
Apesar de grande debate, Harman testemunhou a favor da inclusão da escrita cursiva nos currículos de todas as escolas públicas. Para a realização da pesquisa, as crianças escreviam cartas à mão e depois submetiam-se a uma ressonância magnética. Nestas, a atividade neural no cérebro mostrava-se mais avançada do que aquelas que digitavam no teclado. “A caligrafia envolve circuitos cerebrais diferentes do que a digitação. O contato de direção, e a pressão da caneta ou lápis envia uma mensagem para o cérebro. E o processo repetitivo da caligrafia "integra vias motoras no cérebro", disse ela.
Também, em pesquisa feita com universitários, comprovou-se que aqueles que escreviam suas anotações a mão, lembravam-se com mais facilidade do conteúdo do que os que faziam o registro em materiais tecnológicos.
Segundo a neurocientista o ato de digitar não tem o mesmo efeito que o ato da escrita. Pois conforme suas pesquisas: - a caligrafia pode mudar a forma como as crianças aprendem e desenvolvem seus cérebros. Sendo que as crianças pesquisadas conseguiram elaborar frases mais completas e criativas utilizando-se da escrita, do que as que utilizaram o teclado.
No entanto, os cientistas ainda não determinaram os benefícios do ensino ou não da letra cursiva, pois o que ficou comprovado é a questão da escrita no papel ao invés da escrita digitalizada. A escrita é um fator importante na promoção do desenvolvimento do cérebro e cognição, em aperfeiçoar as habilidades motoras finas, e em gerar, desenvolver e expressar ideias mais rapidamente.
Para aqueles que acham que ter letra legível é apenas uma questão de treino de caligrafia, enganam-se. Pois se faz necessário todo um trabalho de psicomotricidade começando pela motricidade ampla (“do corpo para o braço”) até chegar à motricidade fina (“do braço para o movimento dos dedos”)
Seguem então, algumas sugestões...




Via Blog Neurociências Em Benefício da Educação

quinta-feira, 14 de março de 2013

PAIS AUSENTES

MÃE, POR QUE MEU PAI NÃO LIGA PRA MIM OU NÃO VEM ME VISITAR?  PAIS AUSENTES

Uma mulher pode até levar a vida sem a companhia de um parceiro, pai de seus filhos. Ela educa, cuida e resolve inúmeros problemas sozinha. Mas isso não minimiza o valor do papel paterno na mente das crianças. Seja em que situação for, uma criança sem a presença do pai em sua vida diária freqüentemente tem sentimentos de frustração, desajuste e dúvida, que se expressam na mais simples frase: “Mãe, por que meu pai não liga pra mim ou não vem me visitar?” Não importa em que situação familiar a falta do pai aconteça, esta reação preocupa a mãe. Ela deverá, diante disso, tentar encarnar a figura do famoso “pãe” – pai e mãe ao mesmo tempo?
É possível que crianças ou adolescentes se sintam rejeitados por não terem a presença física e emocional constante de um pai, o que pode afetar sua auto-estima. E eles correm o risco de ter um desenvolvimento emocional sujeito a problemas indesejáveis, como depressão, falta de confiança, timidez, dificuldades de aprendizagem etc.
Segundo Cristina Nacif Alves, pedagoga da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e especialista em Desenvolvimento e Aprendizagem da Criança, tanto a figura do pai quanto da mãe são importantes para a criança e o adolescente, pois a sociedade possui imagens e papéis altamente valorizados. “Se uma criança não tem pai ou mãe, acaba, muitas vezes, sendo cobrada na escola pelos amigos”,destaca
A função materna diz respeito aos cuidados e à atenção acerca das necessidades físicas, morais, intelectuais e emocionais dos filhos. A função paterna refere-se à lei que traça limites para a regulação das condutas. Todavia, o fato desses papéis serem denominados materno e paterno não significa que só podem ser exercidos pela mãe e pelo pai, respectivamente. O mais importante é que ambas as funções sejam desempenhadas pelos responsáveis, pois tanto o carinho e o cuidado, como os limites, são fundamentais para que a personalidade se desenvolva de forma a constituir um sujeito ético, convicto de seus atos e cumpridor de seus deveres.
Diante de famílias que sofrem com o divórcio, mortes, doenças, o que fazer? Os filhos acabam, não raro, sendo submetidos aos cuidados ou leis de mais de uma mãe e ou de mais de um pai, cujas regras precisam estar em constante negociação entre os adultos que compõem a família. No caso de pais separados, os filhos terminam tendo duas casas, cada qual com suas regras, e se a separação for litigiosa, pais acabam usando os filhos para afetarem um ao outro e, com isso, falham no cumprimento das funções básicas da família.
Outra situação bastante comum é quando o pai está presente no casamento e todos os dias em casa, mas é absolutamente ausente. Seja porque não se interessa pela dinâmica cotidiana da família, seja porque não consegue representar a função paterna. Por quê? Existem várias possibilidades. Falta de compromisso, imaturidade, fraqueza diante de mães muito fortes que sufocam os filhos e o marido e o desejo de parecer mais jovem são algumas delas.
Tanto a mulher quanto o homem têm a mesma importância e responsabilidade na formação dos filhos. Quando a mãe ocupa seu papel e o pai ocupa o seu lugar, o resultado são filhos equilibrados.
Os pais casados ou separados devem procurar manter, na convivência com os filhos, um clima de respeito e de confiança. Sempre que houver mais de um adulto responsável por uma criança ou adolescente, estes devem atuar de maneira sensata e jamais transmitir aos filhos os possíveis desacordos. Seja no papel materno ou paterno, filhos precisam sentir que quem cuida deles se entendem, se respeitam e se admiram e estão verdadeiramente presentes.