terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A importância da família na formação de sujeitos leitores




Para que a criança aprenda a ler e a escrever é importante que ela possua algumas habilidades como o desenvolvimento da linguagem, habilidades, auditivas, visuais, motoras, entre outas... No entanto, muitas das  vezes, encontramos crianças e adolescentes que apesar de apresentarem todas estas habilidades, tem dificuldades no processo de aquisição da escrita e da leitura. Estas crianças frequentemente chegam à clínica  encaminhadas pela escola ou por outros profissionais. É comum estes pacientes dizerem que não gostam de ler ou não sabem escrever...  É necessário ressaltar que, para a criança aprender a ler e a escrever é imprescindível  que ela perceba a função destas atividades. Para isso, é importante que a criança esteja envolvida em práticas de leitura e escrita, por isso, é importante que a família utilize a leitura e a escrita no ambiente familiar, por meio de  leitura de histórias e outras atividades que possa envolver a criança tais como: jornais, gibis, revistas, bilhetes, cartinhas, cartões de aniversário, natal, entre outros... A partir do momento em que, a leitura e a escrita se fazem presentes no ambiente familiar como práticas prazerosas, a criança certamente terá maior interesse  por tais atividades e consequentemente,  melhoria no rendimento escolar.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Sorriso de criança

Se existe algo belo na face da Terra, esse algo é certamente o sorriso de uma criança. Explico.
O sorriso de uma criança não é algo que se constrói. Não pode ser vendido. Não tem receita. Não tem marca. Não tem bula. Não tem selo. Não tem etiqueta. Portanto, não é falso. Ele é genuinamente verdadeiro.
O sorriso de uma criança vem de dentro do seu coração. Da pureza de um coração que ainda não aprendeu a mentir, a falsear, a enganar, a ser mal educado, a ser socializável, a ter um sorriso de soslaio como tem os adultos sempre nas horas mais impróprias.
Quando uma criança sorri, ela sorri porque algo a fez feliz naquele momento.
Ela sorri porque se recordou de algo bom que viveu. Seu sorriso é mais do que isso: ela pede, solicita e suplica que lhe devolva aquele momento que a fez recordar de uma boa lembrança ou de uma lembrança suficientemente boa.
Não é como nós adultos, que tomados da nossa empáfia quando encontramos alguém que não desejamos ou não gostamos, soltamos a esmo: “Oi querida(o), como você está? Tudo bom?” com um sorriso amarelo de orelha a orelha. Ao passo que escondemos em nossas mentes pensamentos atrozes tais como “Mas o que é que esse chato está fazendo aqui? Ai meu deus, lá vem essa mulher de novo? Que saco!”.
O sorriso de uma criança não é incongruente com o seu pensamento. Ela sorri porque acha que ela deva sorrir quando encontra algo que a faz feliz. Ela pede que a amemos como o fizemos antes, na sua parca memória.
Ela solicita nosso gesto espontâneo porque entende que, de fato, é verdadeiramente responsável por aquilo que cativou, como certa vez disse uma raposa.
Nenhum sorriso infantil, por conseguinte, vem desacompanhado por si. Ele geralmente trás consigo um brilho nos olhos quase marejados e “clorificados” de seu encanto e pureza sem igual e sem o qual não seríamos objeto nem do seu desejo nem do seu amor, muito menos do seu apelo. Toda mãe e todo o pai reconhece o sorriso do seu filho quando criança, e por este é reconhecido.
Com ou sem dentes, com ou sem lágrimas, com ou sem uma doce risada, com ou sem palavras, ninguém fica incólume ao sorriso de uma criança. Pelo contrário. Nós nos desapegamos da viscosidade de sermos adultos e nos agarramos firmemente ao sortilégio de, por um breve segundo sequer, voltarmos a agir como uma criança novamente.
Os consumidores compulsivos de “sorrisos infantis” certamente já passaram pela experiência de dizer ou fazer coisas que sequer tem correlato na linguagem infantil. São sons inaudíveis, caretas e gestos ridículos, que só esses “consumidores” verdadeiramente apaixonados “pelo sorrido de uma criança” são capazes de fazer.
Só um adulto pode tentar ser ou agir como uma criança, mas ele é incapaz de sorrir verdadeiramente como a criança que fora outrora. Em compensação, só uma criança pode sorrir com o ar de infante que lhe é característico, porque ela teve a sorte de (ainda) não passar pela sofismável e contaminável experiência de ser um adulto.
O sorriso de uma criança é generoso por si. Ele nos cala, mas também nos faz falar. Ele dói, mas a dor é prazerosa. Ela nos toca, mas não no coração, é na alma. Ele nos tira o fôlego, mas é para podermos respirar melhor no momento seguinte. Ele nos acalma. Nos aquieta. Pode até nos inquietar. Ele nos satiriza, mas é por uma boa causa. Ele nos dá esperança, mas essa esperança é vã.
A esperança vã é de saber que aquela criança e aquele sorriso pode até se perder no futuro sorriso do adulto que se transformará, mas em algum dado momento, ele retornará ao seu verdadeiro dono no instante exato que encontrar o sorriso de uma outra criança. A criança que foi. A criança que se é. A criança que se tornou.
Sorria.
Sergio Gomes
 http://sergiogsilva.blogspot.com.br/2010/11/o-sorriso-de-uma-crianca.html

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Fala, linguagem e Alfabetização para crianças


Se você está preocupado com o desenvolvimento do seu filho, com sua comunicação e aprendizagem, buscar uma avaliação com umfonoaudiólogo é o ponto de partida na busca de ajudar seu filho nas suas dificuldades.
Todos os dias ouvimos testemunhos de como vidas são transformadas a partir da melhora na comunicação de crianças em terapiafonoaudiológica.
O caminho para uma boa comunicação não é fácil, mas com umtrabalho fonoaudiológico eficaz e realizado de forma positiva podemosobter resultados surpreendentes. O que pode ser a chave para uma melhora da criança na escola e nos seus relacionamentos sociais.
As sessões de terapia fonoaudiológica que realizamos são adaptadas as necessidades e habilidades de cada criança. Em um ambiente lúdico e acolhedor, utilizamos recursos como brinquedos, livros, jogos, planilhas, cartões e também recursos tecnológicos em computador, com o objetivo de ser divertido, interessante e motivador ao mesmo tempo. 
Os pais tem papel fundamental nesse processo, sendo encorajados a participar de sessões para que eles possam ver e saber como implementar ações e estratégias em casa entre as sessões.
Entre em contato para que juntos possamos ajudar seu filho a desenvolver o seu potencial.
 http://fonocynthiagomes.blogspot.com.br/2012/12/fala-linguagem-e-alfabetizacao-para.html?spref=fb


Trocas Fonêmicas - Quando os pais devem realmente se preocupar.

Toda criança que fala errado deve procurar um fono?
Quando os pais devem se preocupar?
Nem todos os erros fonêmicos, ou melhor trocas fonêmicas são alterações de fala.
Para cada idade, existe os sons que se não falados da forma correta podem ser considerados alterados ou não.
Por exemplo:
Uma criança com 3 anos, troca o som do R (de baRata e não de Rato) pelo L, dessa forma ela fala, lalanja ao invés de laranja, balata ao invés de barata,  colação ao invés de coração, e assim muitas outras palavras.
Alguns autores trazem como sendo os "erres" os últimos sons a serem adquiridos pelo sistema fonológico da criança. De forma que aos três anos, a criança estaria dentro do período de aquisição do R vibrante e não se consideraria como uma alteração de fala. Ao passo que entre quatro e cinco anos de idade, esta mesma criança deverá ter adquirido este som, caso contrário, seria sim indicado uma intervenção fonoaudiológica.
Muitos são os fatores que influenciam o desenvolvimento inadequado da aquisição de fala, entre os quais podemos citar um ambiente desfavorável familiar e escolar, alterações estruturais e anatômicas nos órgãos que compõem o sistema que produz a fala, alterações mentais e déficits cognitivos, alterações auditivas, alterações emocionais, entre outros.
Os pais devem sim se preocupar com o desenvolvimento linguístico de seu filho, afinal a linguagem oral é uma das formas de comunicação mais importantes do ser humano. O desenvolvimento linguístico adequado contribui de forma significativa no processo de integração da criança em seu ambiente família-escola-comunidade.
O fonoaudiólogo é o profissional habilitado a realizar o tratamento de crianças com alterações de fala e linguagem.
Na dúvida em relação a fala do seu filho, procure um profissional para uma avaliação fonoaudiológica, pois lembre-se, assim como em qualquer problema de saúde, quanto mais cedo buscarmos ajuda, mais rápido teremos como solucionar os problemas encontrados.





Cynthia Gomes.     

http://fonocynthiagomes.blogspot.com.br/2012/11/t-oda-crianca-que-fala-errado-deve.html?spref=fb

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Felicidade – fatos e expectativas


A sensação de bem-estar e o estado de felicidade dependem da relação entre os fatos e a expectativa. Complicado?
Explico: se você recebe mais do que esperava, você se sente ótimo. Quando os fatos são piores do que você esperava, você fica frustrado, triste, até depressivo. Se as coisas acontecerem do jeito que você esperava, aí dá empate: o resultado foi igual à expectativa e a sua sensação vai ser neutra, morna, sem gosto.
De que fatos eu estou falando? De tudo o que acontece, de coisas que são o resultado do que você fez e de outras que nem dependem de você. Por exemplo: tirar uma boa nota na prova, ser elogiado naquela apresentação, tudo isso está na sua mão – você é que vai determinar o resultado. Agora, não chover no fim de semana, o seu time ganhar aquele jogo, são coisas que você pode desejar, mas não pode fazer.
E a tal felicidade? Você está vendo que ela depende dos resultados, dos fatos que acontecem, mas depende muito, também, da sua exigência. Há erros de resultados e erros de expectativa.
Mania de perfeição. Se eu exijo nota 10 em tudo, estou frito: se vier o 10, foi só um empate, com uma alegria morna e sem gosto. Se vier 9, foi ruim, 8 será péssimo – e olha que são notas muito boas, não é? A expectativa exagerada atrapalha muito, a vaidosa mania de perfeição é um grande defeito!
Então, o certo é ter expectativas bem baixas? Não, esse é o erro oposto. Os dois erros atrapalham o bem-estar e o desenvolvimento. Na expectativa exagerada você pressiona demais o acelerador e o carro, em vez de andar, fica derrapando. Na expectativa baixa demais, você nem aperta o acelerador e o carro também não anda.
A expectativa certa respeita o seu limite real atual e quer fazer, hoje, um pouco melhor do que ontem. Isso, ao longo do tempo, costuma levar a resultados extraordinários.
Lembre-se:
A natureza não dá saltos; por isso, o ser humano teve que inventar a escada.
15/8/2011 13:17 | Dr. Mauro Moore, psiquiatra
http://blog.einstein.br/post.aspx?id=169&utm_source=twitter&utm_medium=twitter&utm_campaign=twitter

Meu filho se machucou, o que fazer?


No verão, as crianças brincam mais ao ar livre, ficando mais expostas a machucados e ferimentos. Nessa época do ano há um pequeno aumento no número de ferimentos que necessitam de sutura, bem como no número de atendimentos de fraturas em crianças.
Quando estão correndo e caem, geralmente as crianças acima de três anos colocam a mão na frente do corpo para se proteger. A queda sobre o punho pode levar a fraturas no próprio punho, nos ossos do antebraço e ou no cotovelo. A criança com fratura apresenta dor intensa, que pode vir acompanhada de inchaço (edema) local e deformidade no membro. Nessa situação, o indicado é tentar não movimentar o membro e nem colocar no lugar, mantendo este na posição em que se encontra sendo o mais confortável para a criança.
As crianças menores e nos casos em que não há tempo hábil para a “defesa” da queda, observamos os traumas na face. Em uma queda frontal, freqüentemente há algum tipo de trauma no nariz, e muitas vezes, podem ocorrer ferimentos na face, os quais necessitam ser avaliados por um médico (avaliar a necessidade de limpeza profunda e sutura).
Recomendamos não utilizar substâncias químicas ou medicamentos nos ferimentos, sendo indicada somente a limpeza com água e sabão. Os ferimentos podem ser tampados com gaze ou tecidos limpos, e o paciente encaminhado ao pronto socorro.
Em qualquer situação de acidente ou ferimentos, a calma e a tranquilidade dos pais favorece a criança. Além de trazer confiança aos filhos, os pais auxiliam muito fornecendo informações precisas aos profissionais de saúde que vão prestar o atendimento.
14/2/2012 14:42 | Dr. Dan Viola, especialista em Ortopedia e Traumatologia do Einstein.
http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=3166112407921561934#editor/target=post;postID=3129976286826266331

ONDE DORMEM AS CRIANÇAS DO MUNDO



James Mollison viajou ao redor do mundo e decidiu criar uma série de fotografias mostrando os quartos infantis que foi enfim compilada em um livro, intitulado Onde as crianças dormem. Cada par de fotografias é acompanhada por uma legenda estendida que conta a história da criança. As diferenças entre cada espaço do sono é impressionante.
Mollison nasceu no Quênia em 1973 e cresceu na Inglaterra. Depois de estudar arte e design na Universidade de Oxford Brookes, e cinema e fotografia em Newport School of Art and Design, ele se mudou para a Itália para trabalhar no laboratório criativo da fábrica da Benetton.
O projeto tornou-se uma referência de pensamento crítico sobre a pobreza e a riqueza, sobre a relação das crianças com as suas posses -ou a falta delas-. O fotógrafo espera que seu trabalho ajude outras crianças a pensar sobre a desigualdade no mundo, para que, talvez, no futuro eles pensem como agir para diminuir esta diferença.










INCLUSÃO, UM ATO DE AMOR

 Vale a pena assistir e refletir... 

Estudo da Unifesp derruba mito de que Ritalina 'turbina' cérebros saudáveis

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,estudo-da-unifesp-derruba-mito-de-que-ritalina-turbina-cerebros-saudaveis-,974204,0.htm

Substância é eficaz contra déficit de atenção

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,substancia-e-eficaz-contra-deficit-de-atencao--,974210,0.htm

A VISÃO DA FONOAUDIOLOGIA NA EQUOTERAPIA O Uso do Cavalo Como Instrumento Facilitador na Fonoaudiologia



RESUMO

O Fonoaudiólogo é um profissional da área da saúde que pesquisa, previne, avalia e trata as alterações da voz, fala, linguagem, audição e aprendizagem. A Equoterapia é um método terapêutico que utiliza o cavalo como instrumento de trabalho baseada na prática de atividades eqüestres e técnicas de equitação. O artigo tem o objetivo de relatar a visão do profissional de Fonoaudiologia como membro da equipe de Equoterapia.

INTRODUÇÃO

A Equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de Saúde, Educação e Equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas portadoras de deficiência e/ou de necessidades especiais (ANDE, 1999). O cavalo é utilizado como um meio de se alcançar os objetivos terapêuticos. Ela exige a participação do corpo inteiro, de todos os músculos e de todas as articulações.

O movimento rítmico, preciso e tridimensional do cavalo, que ao caminhar se desloca para frente / trás, para os lados e para cima / baixo, pode ser comparado com a ação da pelve humana no andar, permitindo a todo instante entradas sensoriais em forma de propriocepção profunda, estimulações vestibular, olfativa, visual, auditiva e cinestésica.

O praticante da equoterapia é levado a acompanhar os movimentos do cavalo, tendo que manter o equilíbrio e coordenação para movimentar simultaneamente tronco, braços, ombros, cabeça e o restante do corpo, dentro de seus limites. O movimento tridimensional do cavalo provoca um deslocamento do centro gravitacional do paciente, desenvolvendo o equilíbrio, a normalização do tônus, o controle postural, a coordenação, a redução de espasmos, respiração, e informações proprioceptivas, estimulando não apenas o funcionamento de ângulos articulares, como o de músculos e circulação sangüínea.

Na fonoaudiologia sabemos que para produção da fala (condução da linguagem) precisamos ter um tônus postural adequado, padrões normais de movimento, ritmo, posicionamento correto de cabeça e corpo, controle respiratório, coordenação fono-respiratória. O movimento tridimensional do cavalo influencia diretamente em músculos do controle postural, nos músculos da cavidade oral, nos músculos da laringe e nos músculos da respiração. Portanto, temos a ação direta do cavalo favorecendo na adequação de tônus, da postura, da sensibilidade, da propriocepção e da respiração.

Em paralelo, temos o profissional de fonoaudiologia atuando na equipe de Equoterapia. Com seus conhecimentos ele vai procurar adaptar os exercícios da sua área para a sessão de Equoterapia, de acordo com as necessidades de cada paciente, aproveitando a estimulação no meio ambiente e do cavalo, proporcionando uma terapia lúdica e prazerosa.

Os exercícios articulatórios podem ser realizados desde o momento que se pede ao paciente para jogar um beijo para o cavalo se locomover, assim como o estalar de língua, que pode representar o barulho do animal andando. Durante toda a sessão, usa-se da musicoterapia e das onomatopéias para estimulação de fala, da linguagem e do eriquecimento de vocabulário.

Outro aspecto trabalhado pelo profisional da fonoaudiologia é a Psicomotricidade. O deslocamento do cavalo impõe ao praticante um movimento doce, ritmado, repetitivo e simétrico. Para manter o equilíbrio, o tônus muscular deve adaptar-se alternadamente ao tempo de repouso e de atividade. Significa reconhecer uma atitude corporal pelo senso postural, depois reajustar sua posição. Com isso, ele é conduzido a uma melhor compreensão de seu esquema corporal.

Os exercícios psicomotores não são um fim em si mesmos, mas um meio para atingir a integração do sujeito no meio físico e social, trabalhando a relação que se estabelece entre a consciência do sujeito e o mundo que o cerca.

Diversos exercícios psicomotores podem ser utilizados na Equoterapia para ajudar na reabilitação.

A coordenação motora engloba os movimentos amplos, finos, e a dissociação de movimentos. Já de início, ao montar o cavalo, estamos trabalhando movimento amplo e dissociação, pois o praticante tem que lançar a perna direita por cima do dorso do animal. Jogar bola, abraçar, pegar na orelha ou no rabo do cavalo, assim como dar banho e escovar são alguns exemplos para movimentos amplos e dissociação de movimentos. Estes últimos são também importantes na relação afetiva que a criança começa estabelecer com o animal, proporcionando melhora na auto-estima e auto-confiança, independência e senso de responsabilidade. O segurar a rédia com as mãos já estimula os movimentos finos, como fazer trança e pegar pequenos objetos presos na crina do cavalo ou então pegar folhinhas das árvores, visto que o trabalho é feito em ar live, o que ajuda na moticidade fina.

A estimulação do esquema corporal é feita na mesma forma do consultório com suas devidas adaptações, através de nomeação, função e comparação das partes dos corpo do animal com o da criança. Posteriormente, consegue-se verificar a imagem com desenhos, que são feitos sobre a garupa do cavalo.

A lateralidade também já começa a ser estimulada quando o praticante monta, pois normalmente subimos pelo lado esquerdo do animal. Adaptamos basicamente os mesmos exercícios na Equoterapia. Guiar o cavalo sozinho, por exemplo, já requer uma noção de lateralidade para que não se erre o caminho estabelecido pelas terapeutas.

Por ser um trabalho ao ar livre, as precepções olfativa e auditiva são estimuldas junto a natureza. O relinchar do cavalo, a buzina do carro e da ferradura do animal, assim como o cheiro do estrume, da comida, do remédio são mostrados ao praticante.

Todas as funções intelectivas, como memória, atenção, análise e síntese, organização do pensamento, orientação e organização espacial e temporal, figura-fundo, percepção visual, relação espacial, coordenação viso-motora, ritmo, estão sendo estimuldas durante qualquer tipo de exercício. Dependendo da necessidade de cada praticante, uma função será mais enfatizada através de atividades específicas e adaptadas.




Na Equoterapia se faz necessária a integração de uma equipe transdisciplinar onde é fundamental o conhecimento sobre a patologia, como também sobre os efeitos da estimulação advindas do movimento tridimensional do animal no praticante. É preciso também ter habilidade suficiente para entender as necessidades deste, facilitando o processo da terapia.

A Fonoaudióloga, como integrante desta equipe interdisciplinar, tem sua atuação na avaliação e diagnóstico do praticante, verificação e encaminhamento para exames específicos, quando necessário, além de, juntamente com a equipe, traçar o processo terapêutico, os planos de sessão específicos da fonoaudiologia, orientar e informar os pais sobre sua atuação na equipe, trocar informações entre outros profisionais da área fonoaudiológica que atendam o praticante fora do setting equoterápico e fazer reavaliações constantes.

Todo trabalho com o ser humano é melhor realizado quando diferentes profissionais trabalham cada um em sua disciplina, mas com objetivo geral semelhante, buscando a coesão, a complementação e o enriquecimento do tratamento. Cabe à fonoaudióloga utilizar o cavalo como um recurso terapêutico, aplicando seus conhecimentos para desenvolver uma variedade de benefícios físicos, mentais, sociais, educacionais e comportamentais.

Autora: Fga: Tatiana Lermontov
CRFa 8331-RJ
Email: tlermontov@urbi.com.br
Tatiana Lermontov é Fonoaudióloga formada pela Universidade Estácio de Sá, 1996; Equoterapeuta formada pela ANDE - Brasil, 1999; Pós-Graduada em Educação e Reeducação Psicomotora pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, 2002
Fonte:http://www.fonoaudiologia.com/trabalhos/artigos/artigo-037.htm


ESTIMULANDO A CRIANÇA AUTISTA

Estimulando a criança autista

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

"O amor é provado no fogo, na dura experiência de dar a vida pelo outro. Caso contrário, não é amor; é ilusão. Você sabe que alguém o ama não pelo que ele fala, mas pelo que faz. O amor não sobrevive de teorias. Não adianta falar para seu filho que o ama se seus gestos não correspondem a esse amor. Palavras sem gestos não edificam.
 
                                                                        (Padre Fábio de Melo)

Felicidade - Jeneci - Ukulele cover -

The scientist - Coldplay - Piano Version on Ukulele - Cover -

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

E você está on ou off....pense bem nisso!
A tirinha que emocionou o mundo.....e certamente irá emocionar você.....Amei!!! :))
Aprender a aprender, um vídeo lindo!
 Vale a pena conferir...


Nesse vídeo você irá aprender a importância do estudo na sua vida.Além disso há muitas dicas!


Ao Contrário, as Cem Existem



A criança
é feita de cem.
A criança tem cem mãos
cem pensamentos
cem modos de pensar
de jogar e de falar.
Cem, sempre cem
modos de escutar
de maravilhar e de amar.
Cem alegrias
para cantar e compreender.
Cem mundos
para descobrir.
Cem mundos
para inventar.
Cem mundos
para sonhar.
A criança tem
cem linguagens
(e depois cem, cem, cem)
mas roubaram-lhe noventa e nove.
A escola e a cultura
lhe separam a cabeça do corpo.
Dizem-lhe:
de pensar sem as mãos
de fazer sem a cabeça
de escutar e de não falar
de compreender sem alegrias
de amar e de maravilhar-se
só na Páscoa e no Natal.
Dizem-lhe:
de descobrir um mundo que já existe
e de cem roubaram-lhe noventa e nove.
Dizem-lhe:
que o jogo e o trabalho
a realidade e a fantasia
a ciência e a imaginação
o céu e a terra
a razão e o sonho
são coisas
que não estão juntas.
Dizem-lhe enfim:
que as cem não existem.
A criança diz:
Ao contrário, as cem existem.
(Loris Malaguzzi).
Um exemplo a ser seguido!