A sensação de bem-estar e o estado de felicidade dependem da relação entre os fatos e a expectativa. Complicado?
De que fatos eu estou falando? De tudo o que acontece, de coisas que são o resultado do que você fez e de outras que nem dependem de você. Por exemplo: tirar uma boa nota na prova, ser elogiado naquela apresentação, tudo isso está na sua mão – você é que vai determinar o resultado. Agora, não chover no fim de semana, o seu time ganhar aquele jogo, são coisas que você pode desejar, mas não pode fazer.
E a tal felicidade? Você está vendo que ela depende dos resultados, dos fatos que acontecem, mas depende muito, também, da sua exigência. Há erros de resultados e erros de expectativa.
Mania de perfeição. Se eu exijo nota 10 em tudo, estou frito: se vier o 10, foi só um empate, com uma alegria morna e sem gosto. Se vier 9, foi ruim, 8 será péssimo – e olha que são notas muito boas, não é? A expectativa exagerada atrapalha muito, a vaidosa mania de perfeição é um grande defeito!
Então, o certo é ter expectativas bem baixas? Não, esse é o erro oposto. Os dois erros atrapalham o bem-estar e o desenvolvimento. Na expectativa exagerada você pressiona demais o acelerador e o carro, em vez de andar, fica derrapando. Na expectativa baixa demais, você nem aperta o acelerador e o carro também não anda.
A expectativa certa respeita o seu limite real atual e quer fazer, hoje, um pouco melhor do que ontem. Isso, ao longo do tempo, costuma levar a resultados extraordinários.
Lembre-se:
A natureza não dá saltos; por isso, o ser humano teve que inventar a escada.
A natureza não dá saltos; por isso, o ser humano teve que inventar a escada.
15/8/2011 13:17 | Dr. Mauro Moore, psiquiatra
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