Confira algumas dicas:
O primeiro e mais claro sinal de dificuldades escolares ou
transtornos é o baixo desempenho na escola. Procure saber se seu filho
está sempre atrás em relação aos colegas, tem notas muito baixas ou não
consegue aprender conteúdos básicos.
A criança que tem desempenho médio, mas realiza um esforço
extraordinário ou faz tudo com lentidão acentuada também deve ser
observada.
Fique de olho se há quedas inesperadas no desempenho. Alunos com
leves problemas no processamento de informações, por exemplo, podem
aprender a ler, mas têm dificuldades quando as exigências em torno da
compreensão de leitura aumentam.
Seu filho enrola ao máximo para começar a fazer a lição de casa?
Pode ser uma forma de se poupar de fazer tarefas que são penosas ou
impossíveis.
Observe ainda se seu filho faz lições com pressa, deixando-as incompletas.
Reclamações de cansaço, dor de estômago e outros incômodos para
não ir à escola podem indicar desconfortos relacionados ao estresse.
Queixas gerais sobre a escola, como dizer que os colegas são
chatos, que a professora é injusta, também devem ser observadas.
Se seu filho se queixa de que as lições são muito difíceis ou que
as aulas são entediantes, ele pode estar com dificuldades para
acompanhar a turma.
Dependendo do temperamento da criança, as dificuldades de
aprendizagem podem ter reflexos no comportamento e em seu humor.
Problemas como medo, raiva ou ansiedade excessivas devem ser
investigados, assim como atitudes antissociais e escapistas.
Perda de confiança e de autoestima são os “efeitos colaterais”
mais comuns de dificuldades de aprendizagem. Estudantes com baixo
desempenho a longo prazo tendem a se ver como incapazes de aprender.
Fique atento quando ouvir de seu filho frases como: “Sou burro mesmo”,
“Não tenho jeito”, “Não consigo fazer nada direito”.
Fontes: Sandra Torresi, da Universidade de Morón, “Dificuldades de Aprendizagem de A-Z: Guia Completo para
Educadores e Pais”, Corine Smith e Lisa Strick (Ed. Penso).

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